Sempre gostei do termo “greve”.
Faz-me lembrar as miseráveis revoluçõezinhas do secundário, em que meia dúzia de gatos-pingados queimava livros, rasgava cadernos e se acorrentava. Faz-me lembrar aqueles panikes que íamos comer à rua do comércio, nesses dias. Ficávamos sem aulas, em casa e não fazíamos rigorosamente nada.
Hoje não me apetece fazer nada. Apetece-me apenas fazer greve. Fazer greve ao que me dói, me atormenta, me aborrece e me dá trabalho.
Apetece-me ficar em casa ou então ir à rua do comércio comer um panike. Gritar palavras obscenas como as das revoluçõezinhas do secundário. Queimar memórias, rasgar fotografias. Morrer um instantezinho no sofá e não sonhar com nada.
Apetece-me fazer greve à vida.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Greve à vida
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