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sábado, 12 de junho de 2010

O Futuro não existe

Ás vezes penso que gosto mais de um mundo ao qual não pertenço. Dá vontade de esquecer tudo o que fiz, porque não era o que realmente queria ter vivido. Gostava de poder recomeçar a minha vida do zero, mudar as circunstâncias em que nasci, cresci e vivi, mudar o meu mundo, trocá-lo por outro, não melhor que o meu, mas mais aprazível. E reparo que nem tudo o que está registado no meu passado me mata. Foram as decisões que tomei, independentemente de serem tomadas em função de outros, e tenho que hoje agarrá-las no presente. Habituar-me ao meu mundo e sorrir, porque a vida é isso mesmo, uma constante adaptação. Não posso confundir o que me agrada ao que devo realmente fazer. Não posso deixar de viver o meu mundo para viver mundos de outras pessoas, aos quais realmente não pertenço. Tenho que procurar prazer no que escolhi, procurar ser feliz no que é realmente meu. Apercebi-me de que nunca fui mais feliz do que aquilo que ainda poderei vir a ser... A felicidade procura-se, o passado constrói-se e o presente vive-se. O futuro não existe.