segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Impaciência


Hoje por mais que queira e tente não consigo escrever nada de jeito. Há dias em que as palavras surgem do nada, e a mão escreve freneticamente até ficar a doer; Porém há dias, em que as palavras ficam guardadas bem dentro de nós. Prisioneiras do silêncio, do desencanto, da frieza... E enrolo a caneta nos caracóis do meu cabelo, suspiro, mordo a ponta da caneta, fecho os olhos com força e volto a abri-los, debruço-me sobre a mesa, e volto a erguer a cabeça; executo 1001 gestos de impaciência e ao mesmo tempo de revolta, por reter em mim tantos sentimentos, profundos, intensos e por vezes contraditórios e não ser capaz de "despejá-los" de forma ordenada para uma simples folha de papel. As horas vão passando, e como hoje é dia "não", vou poisar a caneta.

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